História de como surgiu o síndico nos edifícios

História do síndico

O problema da propriedade em comum é bastante antigo. Na Roma da Idade Média constatou-se a experiência de construção de casas em comum semelhante ao condomínio de nossos dias. O senso prático e utilitário do povo romano e a dificuldade na época em adquirir moradias completamente independentes em suas comunidades, que não dispunham de grandes espaços para construções, fez com que se construíssem casas em comum, ou seja, um sistema de propriedade semelhante ao condomínio de nossos dias, porém numa configuração diferente dos dias de hoje.

Na cidade de Grénoble, na França, em 1720, a ideia de construir pequenos edifícios para acomodar várias famílias em cada um foi usada para abrigar cerca de oito mil moradores que perderam as casas em um incêndio. Na época, a corte encomendou um projeto a seu arquiteto, que, no intuito de economizar tempo e dinheiro, desenhou a cidade com ruas bem amplas e os espaços reservados às moradias bem reduzidos.

As pessoas se agruparam em comunidades de três ou quatro famílias, em grandes casas parecidas com os nossos prédios atuais, divididas por andares e cômodos. Como a experiência deu certo, esse tipo de moradia substituiu e foi evoluindo com o passar dos anos.

A modernidade acabaria acrescentando muitos e complexos problemas à questão da moradia, dentre os quais o da crise habitacional é um dos mais graves. Em tempos recentes, a humanidade viveu os períodos das grandes guerras, do abandono do campo, da explosão demográfica, da formação dos grandes centros urbanos e do grande anseio dos cidadãos pela casa própria.

A rapidez do desenvolvimento urbano, que acarretou a redução de espaços, fez com que muitas famílias passassem a viver em condomínios. Outro fato que levou famílias a se isolarem em áreas mais fechadas e protegidas é o aumento da violência. Para se ter uma ideia, cinco milhões de pessoas vivem em cerca de trinta mil condomínios verticais existentes somente na área metropolitana de São Paulo.

Este tipo de propriedade oferece vantagens e desvantagens. Do lado positivo, a economia resultante de um melhor aproveitamento do terreno, com mais confortos e facilidades e por outro lado, o lado negativo, uma certa perda da privacidade, a convivência nem sempre natural entre vizinhos e problemas decorrentes da má elaboração de Convenções e Regulamento Internos.

Com o avanço acelerado do desenvolvimento, das sociedades e suas expansões, as organizações destes grandes centros exigiram uma administração mais engajada, com cargo que viesse a suprir essa gestão frente as necessidades que surgiram decorrer dos anos. E esse cargo passou a ser o de perfil intitulado Síndico, do qual veio seguido de leis e regimentos, inclusive no código civil.

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